quinta-feira, 7 de abril de 2011

IDENTIDADE VISUAL: as características do DNA.

Caros leitores, o post de hoje será sobre um assunto muito importante, porém ignorado por muitas empresas que planejam ter um impacto visual, no mínimo considerável, no mercado: Identidade Visual!


O ser humano tem memória fotográfica, ou seja, registra os acontecimentos e armazena estes através de imagens. O livro "Sintaxe da linguagem visual - Donis A. Dondis" explica muito bem como nós relacionamos os fatos vivenciados no cotidiano com imagens (fotografias, desenhos, ícones, etc) e também memorizamos o que nos rodeia de forma tão natural que não percebemos a maneira acontece.

A nossa capacidade de memorizar é muito vasta, porém existe um limite. Você consegue se lembrar de tudo o que aconteceu no seu dia ao contar para seu Pai, por exemplo, quando chega em casa depois do trabalho? NÃO! E o que não é lembrado, simplesmente não foi significativo, ou não teve o destaque merecido.
E é exatamente nesse "destaque" que a Identidade Visual trabalha. O impacto sobre o olhar.

• DESCRIÇÃO 


[1] Identidade visual é o conjunto de elementos formais que representa visualmente, e de forma sistematizada, um nome, idéia, produto, empresa, instituição ou serviço. Esse conjunto de elementos costuma ter como base o logotipo, um símbolo visual e conjunto de cores.

A confecção de um logotipo ou de um símbolo visual capaz de representar a assinatura institucional da empresa deve ser estabelecido através de um documento técnico ao qual os designers nomearam de manual da identidade visual. Esse documento serve para estabelecer normas e critérios técnicos de reprodução da marca nos mais variados suportes existentes no atual estado da técnica como por exemplo: suportes gráficos (impressão) e suportes eletrônicos (interfaces).



[2] Identidade visual é uma representação gráfica da identidade corporativa, dos conceitos e valores da empresa. Pode parecer simples, mas a criação de uma identidade visual é um processo complicado onde há diversos fatores envolvidos, como a cultura da empresa, seu posicionamento no mercado, a imagem perante o público, objetivos, foco, missão, etc.
Entende-se que o processo criativo é gerado com base nas experiência vividas, conceitos absorvidos e imagens vistas.
Temos um fator importante chamado de saturação informativa, que é a dificuldade na criação original e na diferenciação da identidade em torno de um mercado saturado. Há muitas identidades boas, ruins, diferentes, criativas. É preciso um cuidado especial para que a sua criação se diferencie das já existentes no mercado.

• PASSO A PASSO:

O manual de identidade visual deve conter:
  1. os aspectos formais da marca - ou seja os elementos que compõe o símbolo gráfico e as variações formais da marca: por exemplo, para uma marca representada por uma imagem fotográfica deve ser apresentado tal imagem nos padrões monocromático, preto e branco, tons de cinza, fotográfico uma versão digitalizada ou seja uma versão vetorial da marca nas mesmas variações formais: monocromática, preto e branco, tons de cinza, chapado.
  2. apresentar as variações da assinatura da marca: padrão de assinatura horizontal, padrão de assinatura vertical e variações formais da assinatura comslogan e sem slogan. Algumas marca contém slogan, outras não. Assim como algumas marcas são compostas simplesmente pelo nome da empresa ( coca-cola, ibm, microsoft). É imprescindível apresentar tais características da marca e sustentar uma utilização padronizada.
  3. apresentar aspectos técnicos da marca: cor (pantone, rgb, cmyk, hexadecimal), fonte, dimensões, direção, etc.
  4. apresentar o padrão de utilização da marca em todo o material institucional previsto pela empresa: papel timbrado, envelope, etiqueta, adesivo, embalagem, objetos, uniforme, rótulo, frota etc.
  5. determinar dimensões mínimas e máximas para a impressão
  6. regularizar a utilização da marca em fundo colorido, preto, branco e monocromáticos.
  7. apresentar situações a serem evitadas.

• O PAPEL DO DESIGNER GRÁFICO


A principal tarefa do designer baseia-se em definir um conceito adequado à representação da marca, caracterizando toda a “personalidade” da empresaem um símbolo.  

Além do conhecimento, experiência, ousadia e criatividade, o designer precisa buscar informações em casos que apenas deram certo e principalmente em casos de sucesso. É sempre bom estudar o repertório da concorrência, entendendo a identidade e o processo de sua elaboração. É importante entender o mercado de atuação da empresa e, consequentemente, criar algo inovador e diferenciado da concorrência, o que traz destaque e visibilidade para a marca.

Paralelamente é preciso tomar cuidado com os vícios culturais, ou seja, aquelas recomendações de que se siga um determinado modelo conhecido, testado e aceito. Estes vícios podem gerar um bloqueio à criatividade.

No link abaixo, veja um exemplo detalhado:



@raffasqueiroz

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