quarta-feira, 13 de abril de 2011

INSPIRAÇÃO E CRIATIVIDADE: A busca pela revolução.

A criatividade não é um dom especial que só algumas pessoas possuem. Você pode desenvolver sua criatividade se buscar, continuamente, a informação sobre tudo que o cerca, se tiver curiosidade para descobrir o que se esconde nas aparências dos fatos, dos objetos, das pessoas.

A fórmula da criatividade sugere que você aprenda a gostar de problemas e a conviver com eles. Assim Problema é igual a Solução mais Criatividade que é igual a Novo Problema(Pr=S+Cr=NPr). Aí você pergunta: A criatividade não existe para solucionar problemas? Sim, existe para isso. Mas nada definitivamente. Por isso, para quem ganha a vida fabricando idéias, o problema é a razão de tudo o que é criativo.

Busque sempre inspiração em algo que você se identifica, além de tudo. Ok, todo trabalho exige muita pesquisa, e, dependendo, você acaba se sentindo “preso” a um conceito ou segmento, porém, você pode criar o seu próprio estilo criativo, aplicando em seu trabalho as influências que leva para sua vida, mo seu cotidiano, na cultura, na música, em tudo. A sua criatividade, depende do nível de cultura que você adquire. Então, busque-a! 


Deu Branco!

Sabe aqueles momentos em que dá um branco? Quando mais precisa de idéias originais e pensamentos produtivos e simplesmente não vem NADA? Tenho certeza que você já passou por um momento como este. Se ainda não teve um TILT, prepares-se, pois vai acontecer!
Pensando nestes “gloriosos momentos” que trouxe neste post algumas uma ótima indicação aos caros leitores do FDGblog.

Faveup (Creattica)

Neste site, temos uma galeria de imagens de trabalhos que são enviadas pelos seguidores do mesmo. Você tem a opção de se cadastrar para enviar as imagens. O trabalho é avaliado pelos organizadores do site, se aprovado vão para a galeria. Os mais votados e visualizados ficam em destaque. O acesso é livre!


É muito bem organizado e segmentado. Todos os trabalhos são exibidos juntamente com uma fixa técnicos com os dados do mesmo (titulo, técnica, onde foi desenvolvido, tamanho, cores, etc).

Não esquecendo, é claro, das fotografias (que são um caso a parte) na aba dedicada a elas, temos um grande acervo de boas imagens. Pessoas do mundo todo colaboram intensamente enviando fotos fantásticas. Fotógrafos amadores ou não, todos deixam a sua marca por lá.

Quem é apaixonado por fotografias (como eu) dificilmente sairá desta parte do site, pois o conteúdo é de grande qualidade.



Muitas outras abas completam este fabuloso trabalho como logos, tutoriais, ilustrações, tipografia, design editorial, wallpapers, design 3d, etc.

Até hoje, não vi um site ou blog que me dá mais inspiração visual. São muitos modelos, e os trabalhos apresentados impressionam. Vale muito à pena conferir!



Complementando o post de hoje, deixo um link do nosso querido Bruno Ávila, que postou hoje em seu site uma métria sobre criatividade muito interessante.
Confiram!


@raffasqueiroz



quinta-feira, 7 de abril de 2011

IDENTIDADE VISUAL: as características do DNA.

Caros leitores, o post de hoje será sobre um assunto muito importante, porém ignorado por muitas empresas que planejam ter um impacto visual, no mínimo considerável, no mercado: Identidade Visual!


O ser humano tem memória fotográfica, ou seja, registra os acontecimentos e armazena estes através de imagens. O livro "Sintaxe da linguagem visual - Donis A. Dondis" explica muito bem como nós relacionamos os fatos vivenciados no cotidiano com imagens (fotografias, desenhos, ícones, etc) e também memorizamos o que nos rodeia de forma tão natural que não percebemos a maneira acontece.

A nossa capacidade de memorizar é muito vasta, porém existe um limite. Você consegue se lembrar de tudo o que aconteceu no seu dia ao contar para seu Pai, por exemplo, quando chega em casa depois do trabalho? NÃO! E o que não é lembrado, simplesmente não foi significativo, ou não teve o destaque merecido.
E é exatamente nesse "destaque" que a Identidade Visual trabalha. O impacto sobre o olhar.

• DESCRIÇÃO 


[1] Identidade visual é o conjunto de elementos formais que representa visualmente, e de forma sistematizada, um nome, idéia, produto, empresa, instituição ou serviço. Esse conjunto de elementos costuma ter como base o logotipo, um símbolo visual e conjunto de cores.

A confecção de um logotipo ou de um símbolo visual capaz de representar a assinatura institucional da empresa deve ser estabelecido através de um documento técnico ao qual os designers nomearam de manual da identidade visual. Esse documento serve para estabelecer normas e critérios técnicos de reprodução da marca nos mais variados suportes existentes no atual estado da técnica como por exemplo: suportes gráficos (impressão) e suportes eletrônicos (interfaces).



[2] Identidade visual é uma representação gráfica da identidade corporativa, dos conceitos e valores da empresa. Pode parecer simples, mas a criação de uma identidade visual é um processo complicado onde há diversos fatores envolvidos, como a cultura da empresa, seu posicionamento no mercado, a imagem perante o público, objetivos, foco, missão, etc.
Entende-se que o processo criativo é gerado com base nas experiência vividas, conceitos absorvidos e imagens vistas.
Temos um fator importante chamado de saturação informativa, que é a dificuldade na criação original e na diferenciação da identidade em torno de um mercado saturado. Há muitas identidades boas, ruins, diferentes, criativas. É preciso um cuidado especial para que a sua criação se diferencie das já existentes no mercado.

• PASSO A PASSO:

O manual de identidade visual deve conter:
  1. os aspectos formais da marca - ou seja os elementos que compõe o símbolo gráfico e as variações formais da marca: por exemplo, para uma marca representada por uma imagem fotográfica deve ser apresentado tal imagem nos padrões monocromático, preto e branco, tons de cinza, fotográfico uma versão digitalizada ou seja uma versão vetorial da marca nas mesmas variações formais: monocromática, preto e branco, tons de cinza, chapado.
  2. apresentar as variações da assinatura da marca: padrão de assinatura horizontal, padrão de assinatura vertical e variações formais da assinatura comslogan e sem slogan. Algumas marca contém slogan, outras não. Assim como algumas marcas são compostas simplesmente pelo nome da empresa ( coca-cola, ibm, microsoft). É imprescindível apresentar tais características da marca e sustentar uma utilização padronizada.
  3. apresentar aspectos técnicos da marca: cor (pantone, rgb, cmyk, hexadecimal), fonte, dimensões, direção, etc.
  4. apresentar o padrão de utilização da marca em todo o material institucional previsto pela empresa: papel timbrado, envelope, etiqueta, adesivo, embalagem, objetos, uniforme, rótulo, frota etc.
  5. determinar dimensões mínimas e máximas para a impressão
  6. regularizar a utilização da marca em fundo colorido, preto, branco e monocromáticos.
  7. apresentar situações a serem evitadas.

• O PAPEL DO DESIGNER GRÁFICO


A principal tarefa do designer baseia-se em definir um conceito adequado à representação da marca, caracterizando toda a “personalidade” da empresaem um símbolo.  

Além do conhecimento, experiência, ousadia e criatividade, o designer precisa buscar informações em casos que apenas deram certo e principalmente em casos de sucesso. É sempre bom estudar o repertório da concorrência, entendendo a identidade e o processo de sua elaboração. É importante entender o mercado de atuação da empresa e, consequentemente, criar algo inovador e diferenciado da concorrência, o que traz destaque e visibilidade para a marca.

Paralelamente é preciso tomar cuidado com os vícios culturais, ou seja, aquelas recomendações de que se siga um determinado modelo conhecido, testado e aceito. Estes vícios podem gerar um bloqueio à criatividade.

No link abaixo, veja um exemplo detalhado:



@raffasqueiroz

terça-feira, 5 de abril de 2011

FREELANCER: Os primeiros passos do trabalho autônomo.


Todo profissional liberal, ao iniciar no trabalho autônomo, sente-se inseguro e acaba ficando meio perdido, sem saber por onde começar. Várias dúvidas surgem ( Estou agradando? Como definir meu nicho de trabalho? Quanto cobrar? Como conseguir mais clientes?).
Estas dúvidas, com toda certeza, são comuns em várias áreas, não só no Design ou na Fotografia, afinal, todos que optam por trabalharem como Freela ”têm que “matar um leão por dia”.

MARCANDO TERRITÓRIO.

Antes de deixar seu atual emprego para se dedicar exclusivamente a este tipo de atividade, tenha  certeza de onde vai pisar. O mais indicado seria conseguir o máximo de experiência e conhecimento possível na área em que pretende atuar. Assim, quando estiver no mercado saberá quais atitudes podem ou não ser tomadas em determinada área. Além disso, terá uma visão ampla sobre o seguimento, o que pode te levar a criar soluções criativas e exclusivas, valorizando ainda mais o seu trabalho.

CRIE UM DIFERENCIAL

Não adianta entrar no mercado sem ter algo de exclusivo a oferecer. O público espera que você ofereça algo novo, pois vêem os iniciantes com pouca confiança, fazendo que continuem fazendo seus trabalhos onde costumavam. Então, criatividade é tudo neste momento, mais do que nunca. O mercado precisa saber da sua existência, e a melhor maneira de mostrar é destacando esse diferencial. E saiba, sempre tem cliente descontente com os serviços prestados por quem já está no mercado a mais tempo, pois muitos destes estacionam após atingirem certo nível de atividade. Então, após entrar ativamente no mercado, mexa-se e abuse da criatividade!

E NÓS, DESIGNERS?

Nós, designers (programadores, editores, diagramadores) temos a nossa profissão vista com grande euforia. Quem está de fora acha que ganhamos uma montanha de dinheiro por nossos trabalhos. De fato, os designers consagrados, os que trabalham para grandes empresas sim, estes são mesmo muito bem pagos. Mas nós Freelancers, que acabamos de entrar no mercado, temos que ter a humildade de aceitar trabalhos pequenos, pois é através deles que vamos conseguir nosso devido reconhecimento.

Muitos “designers” ao iniciarem como freelancer acabam se decepcionando com a atual situação do mercado, pois se deslumbram ao achar que tudo é um ‘mar de rosas’ e que só vão aparecer trabalhos grandes. NÃO! Muito pelo contrário, sãos os trabalhos pequenos (cartões de visitas, flyers, adesivos, etc.) que predominam. E mais uma vez: seja humilde e aceite estes trabalhos!

Com o passar do tempo, um trabalho bem feito resultará na sua evolução, logo a valorização será inevitável e muito bem aceita pelos seus clientes. Além disso, o nicho de trabalho será definido após passar por esta etapa de amadurecimento, quando já tem certa experiência e pode, a partir daí, direcionar o trabalho oferecido.

Texto: @raffasqueiroz.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

VETORES FREE! Várias imagens vetoriais para incrementar seu banco de imagens.





Ter um bom banco de imagens em vetor é fundamental para todo designer gráfico/web que se preze. Com vetores é possível fazer belas composições para o seu layout ou outros tipos de trabalhos gráficos como chamadas de notícia, banners, posteres, cartões de visita, anúncios publicitários e tantos outros.


No link abaixo, temos alguns 'pack de imagens vetorias' disponibilizados gratuitamente pelo site "Stock Graphics Design". É só fazer o download e se divertir.
Além dos vetores free, existem várias outros neste mesmo site. Vale a pena!


Link: http://stockgraphicdesigns.com/category/free-vector-packs?utm_source=123freevectors&utm_medium=300_postbanner&utm_campaign=freepack




Obs: Parte deste texo, foi retirado do site do Bruno Ávila, designer brasileiro de muita referência e que também será muito sitado por mim aqui no blgo Futuro Design Gráfico.
Aproveitem para dar uma olhada:


http://www.brunoavila.com.br 





domingo, 3 de abril de 2011

SANQUE NOVO! Jovens Designers falam de suas expectativas em relação ao mercado e o que perceberam quando chegaram.

Com tantos designers novos saindo das escolas de design fica cada vez mais difícil os novos profissionais entrarem no mercado de trabalho, mas isso não significa que exista espaço para quem tem talento e persistência.

Seja como free-lancer, como empregado ou como empresário eles acaba se profissionalizando. Deram seus depoimentos: André Heib, que trabalha na Amcham (Câmara de Comércio Americano); André Ricci e Bárbara Emanuelle, sócios na Rizoma Design, (participaram do debate por e-mail); Marina Chaccur, que atua como free-lancer e Rodrigo Longo, contratado pela Editora Paulus.


Confira>>>


André Heib – Eu trabalho com design há mais de sete anos, desde quando comecei a fazer um curso técnico sobre design e comunicação. O curso tinha muito fundamento, depois fui fazer design digital na Anhembi Morumbi e lá os trabalhos eram mais práticos.
Comecei a ter contato com as tecnologias e a desenvolver trabalhos interdisciplinares em grupo envolvendo pesquisas e, paralelamente trabalhava com design.Desde quando iniciei o curso técnico já procurei alguma coisa para fazer para ir aprendendo.
Comecei criando convites para baladas, uma amiga me convidou para fazer o trabalho. Sempre gostei de trabalhar com criação; a parte mais difícil é lidar com os clientes porque você tem de fazer valer seu trabalho. Depois fui trabalhar em uma agência de publicidade e hoje estou na Amcham (Câmara de Comércio Americano).
Todo mundo que começa a estudar design já se imagina dentro de uma agência, aquele mundo deslumbrante com muito trabalho legal e já quer começar fazendo aquilo, mas quando chega você leva um choque porque não é nada aquilo que você vai fazer. Primeiro vai ter de passar por vários processos até chegar àquele patamar.

André Ricci – As etapas de desenvolvimento dos trabalhos acadêmicos baseadas pesquisa conceitual aprofundada sobre o assunto; levantamento iconográfico; projeto de criação e finalmente a produção, são uma utopia no mundo real do design brasileiro.
Quando saímos da faculdade descobrimos que no mercado profissional aquele tempo de que dispúnhamos na faculdade para elaboração de um trabalho não existe e talvez a adaptação ao ritmo intenso do mercado seja um dos grandes desafios enfrentados na transição do mundo acadêmico para o profissional.
Percebemos também que o mercado é muito amplo, e para cada perfil de cliente e produto um código particular, uma linguagem específica. Não perceber isso é esquecer que o design é acima de tudo comunicação, porém, isso de certa forma entra em conflito com o desenvolvimento de uma linguagem própria tão buscada por todos os profissionais de design e arte.
 
 
 
Bárbara – Em todo o percurso acadêmico, entendemos a grande necessidade que o designer tem em desenvolver um bom trabalho através de uma boa fundamentação teórica. O desafio maior para o designer que chega ao mercado trabalho, principalmente, aqueles acostumados a projetos grandes, mas com longos prazos para serem desenvolvidos, é o fato de ter de encarar o desafio de resolver grandes projetos com pouco tempo para fundamentá-lo adequadamente.
A criatividade e a função do trabalho e da peça desenvolvida são, muitas vezes, sacrificadas pela produção acelerada das agências que cada vez mais oferece muito menos daquilo que deveria ser a prioridade.

Marina – Eu entrei na faculdade para fazer design de produto e lá descobri o design gráfico, que acabou sendo a minha opção. No meio do curso já começaram a surgir alguns trabalhos e eu tive que aprender a trabalhar como designer no susto. Começei a trabalhar como free-lancer desde 2000 e nunca mais parei. Acabei nem procurando um emprego fixo porque me envolvi com várias atividades extra-curriculares, e os clientes me procuravam por indicação, mesmo assim passei alguns meses entre um escritório de design e uma editora/ type foundry.
Eu não tinha grandes expectativas quanto ao mercado de design, não imaginava nenhum glamour porque aos poucos você vai construindo sua carreira e, não adianta em dois dias, querer estar no mesmo patamar de quem tem trinta ou quarenta anos de experiência.


 
Rodrigo – Quando entrei no curso de design não tinha muita noção. Imaginava fazer publicidade, mas depois li sobre design gráfico e resolvi fugir da publicidade. Fui fazer o curso de design sem saber bem o que era e no fim acabei me apaixonando. Na UniFMU alguns colegas e eu criamos um grupo de trabalho para prestar serviço.
Apareceram uns três ou quatro trabalhos, mas o grupo não deu certo, arranjei outro emprego que não tinha nada a ver com design, mas tinha alguma relação com artes gráficas. Havia me inscrito no CIEE (Centro de Integração Empresa Escola) para conseguir um estágio e já nem esperava mais quando eles me igaram convidando para trabalhar na Editora Paulus.
Fui com a cara e a coragem, falei com eles: “Olha estou aprendendo”. Eles me deram muito apoio. Tinha feito cursos de PageMaker, Photoshop e CorelDraw, mas quando vi aquele tanto de catálogos e capas de livros pensei “Tô ferrado! Mas eu tinha suporte na FMU e também minha diretora de arte na Paulus me deu total apoio. Eu já tinha noção do que eu queria, mas ainda não sabia como era a experiência de trabalhar com design gráfico. Quando comecei a pegar campanhas promocionais sobre os livros para fazer eu ficava nervoso, comecei a aprender na marra. Errei em algumas coisas, mas fui aprendendo. No começo eu dei um prejuízo.
Era para imprimir mil unidades de um trabalho e eu mandei imprimir oito mil, mas eles foram compreensivos comigo e eu continuei trabalhando; já estou lá há quatro anos. Fiz um ano de estágio, depois que a designer saiu eu passei de estagiário a designer.
O mais legal é que nós fizemos o departamento de design crescer, hoje temos três designers, um redator, quando entrei eram só a diretora de arte, mais uma pessoa e eu como estagiário de design. Nós conseguimos mostrar à diretoria da empresa que o departamento de design dava resultado. Hoje, além de trabalhar na Paulus, continuo trabalhando como free-lancer, faço identidade visual, peguei trabalhos de uma empresa de eventos.
No começou não sabia como lidar com os clientes, levei muito calote. Minha maior dificuldade como free-lancer foi quando arranjei um cliente que pensava que eu trabalhava só para ele. Qualquer hora do dia ele me ligava querendo alterar tal coisa. Ele não sabia o que queria, conversamos, mas ele não sabia o que queria, no fim não deu certo.
De um ano para cá, na Paulus, tenho mais contato com clientes, fornecedores, converso com os autores de livros e isso me ajudou a ganhar experiência porque antes eu não tinha aquela malícia para conversar com os clientes.


Fonte: Revista Design Gráfico.