quinta-feira, 31 de março de 2011

PORTFÓLIO: a primeira impressão é a que fica.

A maioria é free-lancer e tem poucos clientes. Alguns com escritórios abertos e outros empregados. Todos no Brasil: desde Manaus até Porto Alegre. A maioria se virando pra pagar suas contas, ou dando aulas ou fazendo pequenos trabalhos, morando ainda na casa dos pais…

Primeira coisa antes de começarmos é dizer que seu público alvo provavelmente está procurando sempre algo visual, e se for o caso de um contratante, na maioria das vezes ele estará com pressa e quer algo objetivo. Portanto, não enrole, seja direto!

O portifolio de uma página
Não tenho muita ideia de quem começou com isso, mas com certeza é uma das melhores sacadas para se expor seus trabalhos, o chamado One page fólio, ou portfólio de uma página. O interessante nesse tipo de exposição é que em uma única tela você vai mostrar o preview dos seus trabalhos sem enrolar, podendo dar ao visitante uma boa ideia do que você andou fazendo. Outra vantagem desse modelo é que trabalhos em flash geralmente pesados podem ser mostrados em algumas telas somente, poupando o visitante de ter de aguentar o preloading do site inteiro. Se for mostrar algo em Flash, dê uma prévia das principais telas do site e coloque um link para o conteúdo em flash para abrir em outra janela.
Se o caso for trabalhos impressos, capriche nas fotos dos trabalhos, arrume um bom local, capture imagens bem iluminadas e tenha certeza de que vai mostrar algumas perspectivas do trabalho. Isso é importante para mostrar aquele brilho do verniz que o usuário não vai poder esfregar freneticamente =).
Em casos de sites muito longos como portais, trabalhe com closes de partes principais como a parte acima da primeira dobra, isto é, aquela que o browser mostra antes de se fazer a rolagem. Tente fazer alguma perspectiva também, mesmo não mostrando tudo em mínimos detalhes, isso vai dar uma boa ideia do que está relacionado naquela determinada página.
Cuidado para não exagerar! Mantenha o layout do portfólio o mais simples possível, coloque sim o seu estilo nele, mas tenha certeza de que o seu trabalho vai chamar mais atenção do que o fundo do seu site. Aí você pergunta: “e se eu não tenho muitos trabalhos para mostrar?”, FÁCIL! Já ouviu falar de experimentos? Crie sites por sua própria conta – muita gente cria esses layouts mesmo sem o cliente pedir. Dê preferência a clientes grandes, que não vão se incomodar se você fizer um redesign do material deles, e quando for apresentar, coloque uma descrição de “proposta”, afinal, muita gente faz isso. Vai dar um plus no seu portfólio e não é nada ilegal. Quem sabe até te contratem.

Espaço para informações pessoais.
Vamos dizer que alguém viu seus trabalhos e gostou, mas antes de contratá-lo vai querer saber mais sobre você. É aí que entra o famoso link “sobre”. Ali, você deve mostrar um pouco de você, seus gostos pessoais, preferências de estilo, se você ilustra, se sabe algo de código, etc. Use uma linguagem mais informal, mas não use gírias, além de limitar o conhecimento das palavras para algumas regiões, vai baixar o nível de qualidade do seu portfólio.
Visão do cliente sobre a real finalidade do seu portfólio.
O cliente tem por finalidade avaliar o que podemos fazer por ele ou o que já fizemos por outros? Acreditamos que ambas as finalidades estão corretas, uma vez que o cliente precisa visualizar o que pode esperar de seu trabalho no futuro. De certa forma, o portfólio é um “catálogo de opções” e ao mesmo tempo um “currículo” dentro do universo profissional do designer.


 
Conclusão
Bem podemos dizer que um bom portfólio é sempre bem visto aos olhos do cliente. De nada adianta montar uma boa pasta se você não tiver para quem apresentar. Um portfolio é imprescindível, porém antes dele deve haver sempre uma prospecção eficiente!

Veja alguns portfolios:
• http://www.amandavivan.com/2008/07/blog-post_2932.html
• http://www.eniosouza.com.br/logos.htm
• http://www.antoniografico.blogspot.com/
Fontes:

 


 

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