Na ultima terça-feira (16/08) tive o prazer de fazer uma visita técnica a uma gráfica de médio porte. Gráfica esta, que trabalha com vários tipos de acabamentos diferentes dentro da mesma e conta com uma estrutura excelente.
O nosso guia (um designer com muitos anos de experiência em gráficas) em todo o momento sempre nos alertou: "você deve desenvolver o material sempre pensando no acabamento".
A princípio parece estranho, pois o acabamento é a ultima etapa da produção do material, mas se der algo errado nesta fase, o trabalho estará perdido. O acabamento do material, muitas vezes, agrega valor ao trabalho e à marca em que está relacionado.
Esse cuidado especial com o acabamento, começa lá no desenvolvimento. No fechamento do arquivo para pré-impressão, deve-se fazê-lo pensando no mesmo, o que varia dependendo da situação.
Nestes 5 meses que estou trabalhando em gráfica (mesmo sendo de pequeno porte) já presenciei vários tipos de "problemas" que acontecem por conta de arquivos fechados de maneira incompatível com o acabamento escolhido. Mas felizmente, consegui resolver todos estes "problemas" antes que a tiragem fosse impressa com erro e o material fosse totalmente perdido.
Vou passar para vocês dicas para resolver os principais problemas que tenho presenciado nesse tempo de gráfica. São os mais comuns:
• arquivos impressos em 02 cores: deve-se pensar na ordem das cores em que a impressão será feita para não ter variação na cor final do material;
• só use efeitos de "transparência" se o material for ter um acabamento mais sofisticado (laminação fosca, por exemplo), pois além de ter muita variação no resultado final, esteticamente não agrada;
• em caso de vinco, trabalhe com uma distância mínima de 5mm para não correr o risco de perder informações na dobra;
• verificar se as marcas de corte e registro estão na posição correta, um leve deslocamento já é suficiente para deixar a impressão borrada.
No site abaixo, estão disponíveis alguns PDF's com informações úteis sobre fechamento de arquivos para impressão.
http://rickardo.com.br/prodgraf/tx_aulas.htm
@raffasqueiroz
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
PREPARAR, APONTAR... FOGO!
Desde o meu primeiro contato com o Design Gráfico, em 2008, só agora fui ter consciência das muitas áreas em que um designer pode atuar. São tantas áreas que pode ser que você fique "perdido" se não ser objetivo ao entrar no mercado de trabalho.
Ao definir o seu objetivo (qual será a principal área de atuação) é preciso manter o foco, devido ao fato da demanda ser muito vasta. Além disso, você terá pela frente muitas "tentações" para que o seu foco seja desviado. Por isso, seja forte!
Vejo essa "grande demanda" de duas maneiras: a primeira como uma boa oportunidade de ter o máximo de experiência possível ao trabalhar nestas diversas áreas; e a segunda como algo negativo, tendo em vista uma certa falta de qualidade (em algumas situações) da parte do designer por não ter um "foco principal".
Particularmente, eu pretendo aliar estes dois pontos de vista. Adquirir experiência é o meu foco hoje. Quanto mais, melhor. Assim, a qualidade do meu trabalho tende a evoluir e com o passar do tempo, isso agregará valor ao mesmo. E naturalmente, saberei como manter o foco sobre os objetivos traçados.
E você, qual é seu alvo?
@raffasqueiroz
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
ADQUIRINDO NOVAS EXPERIÊNCIAS...
Nesses cinco meses trabalhando diretamente com design gráfico (layouts, fechamento de arquivos, pré impressão, pós impressão, contato direto com o cliente, etc.) tenho aprendido muitas coisas presenciando as mais variadas situações do desenvolvimento de um projeto gráfico. Do planejamento à finalização do trabalho na entrega do material, fica nítida uma evolução profissional considerável que me foi adquirida neste curto espaço de tempo.
Existem muitos assuntos dentro de um Projeto Gráfico que, mesmo na faculdade, não ficam claros o suficiente a ponto de serem aplicados no concretamente dentro do projeto. Quem trabalha na área sabe que precisamos ter tudo muito bem definido antes de começar a desenvolver um material. Ou seja, é preciso “estar muito por dentro” do assunto relacionado ao seu trabalho. Esta fase de pesquisa pode ser a fase mais interessante do trabalho, caso o designer saiba aproveitar corretamente as ferramentas que tem para isso, ou pode se tornar o pior momento levando em conta que muitos clientes não lhe fornecem nem 20% das informações necessárias para o desenvolvimento do trabalho.
Tenho lido muitos livros dobre os principais assuntos relacionados à Design Gráfico ( Layout, cores, percepção visual, fotografia, marketing, publicidade e propaganda, identidade visual, produção gráfica, tipografia, etc.) pois como já disse, mesmo na faculdade muitos desses assuntos não ficam claros o suficiente. Além disso, tenho buscado manter contato com o máximo de pessoas possíveis que, de alguma maneira, tenham algo relacionado à minha profissão e que podem me fornecer informações úteis como experiências, dicas, indicações e críticas.
Eu trabalho em uma gráfica, por isso tenho mais contato com a fase de concretização do projeto: a produção. Além do desenvolvimento (layout) sou responsável pela pré-impressão e pós-impressão dos materiais que passam por aqui. Com isso, tenho adquirido constantes conhecimentos sobre formatos e tipos de papeis, fechamento de arquivo para impressão, prova de cor, acabamentos, tintas e tipos de cores, além de conviver com constantes problemas que freqüentemente acontecem no decorrer da produção.
Em relação aos problemas que acontecem na produção, tem sido muito importante esta convivência, pois só ao presenciar situações como estas você é capaz de saber qual a medida correta tomar para cada tipo de situação. Este é um assunto que é impossível ter total domínio. Você pode ler todos os livros que falem sobre os problemas mais freqüentes na produção gráfica, mas isso é muito imprevisível, ou seja, sempre acontece algum problema novo para ser resolvido. E detalhe: PRA ONTEM!
O planejamento é um assunto que busco muita informação também fora do meu ambiente de trabalho. Como tenho mais contato com a produção dos materiais desenvolvidos e por serem (muitas vezes) trabalhos mais simples que não exigem um planejamento tão detalhado. Este é um assunto que pretendo dar uma certa prioridade nos meus próximos posts.
Enfim, são muitos assuntos que quero dividir com vocês ao longo deste tempo. A minha idéia é estar sempre atualizando o blog contando como é a minha rotina na busca por experiência e para me tornar um bom Designer Gráfico. Vou postar as situações que acontecem comigo no dia-a-dia dentro da gráfica e as experiências com os trabalhos desenvolvidos por mim.
Até a próxima.
@raffasqueiroz
terça-feira, 17 de maio de 2011
A importância do conhecimento dos processos de impressão.
Existem vários processos de impressão, cada um mais adequado ao tipo de aplicação: offset, flexografia, serigrafia, tipografia, hotstamp, impressões digitais, etc. A utilização de cada um vai depender de alguns fatores, tais como: a qualidade estética final do material impresso, a resistência do material, a tiragem etc.
Por este motivo, é fundamental conhecer estes processos. Todo designer que se preze, precisa saber o mínimo possível sobre impressão, Afinal, o nosso trabalho está diretamente ligado a isto. Além do que, agregará mais valor ao seu trabalho, pois devido a esse conhecimento, reduzirá ao máximo as chances do trabalho não ter sucesso por este motivo, e também reduzirá o tempo desde o desenvolvimento até a entrega do material.
Isso não significa que você tenha que se tornar um impressor profissional. Até por que a tecnologia está sempre a todo vapor, e neste setor não é diferente. Novos meios de impressão estão sempre surgindo, e como sempre, devemos estar sempre “por dentro”.
Sabe aquele amigo que trabalha a anos em uma gráfica? Então, é ele quem pode te ajudar neste momento. O importante é ter acesso ao maior número de meios de impressão possível, mesmo que seja básico, mas este conhecimento fará muita diferença no futuro.
@raffasqueiroz
terça-feira, 10 de maio de 2011
Vintage, em alta!
Vintage, a recuperação do estilo das primeiras décadas do século XX, caracterizadas e enfatizadas pelo retorno das modas setentistas, oitentistas e noventistas.
O estilo vem ganhando cada vez mais força na arte em geral. Seja na música, na moda ou no comportamento, ele está cada vez mais presente.
Eu, particularmente acho muito interessante, e discordo quando ouço alguém dizer que o Vintage deixa as coisas com um ar "ultrapassado". Além de charmoso e atraente, esse estilo expõe-se com altíssimo grau de pregnância.
Veja alguns exemplos de gráfico e também na fotografia:
Por @raffasqueiroz
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Cartão de visitas: 10 modelos criativos que não se limitam ao casual.
Isso não significa que o designer não tem liberdade para ir além do "casual". Dependendo do seguimento, podemos dar um toque de ousadia e desenvolver um layout mais criativo, um corte especial ou até mesmo, usar um material que não é tão comum para este tipo de trabalho. Funciona muito bem.
Separei 10 modelos que, seja pelo layout ou material, expressam bem esse toque de ousadia dado pelo designer.
Vejam:
Imagens: http://faveup.com/
Texto: @raffasqueiroz
quarta-feira, 13 de abril de 2011
INSPIRAÇÃO E CRIATIVIDADE: A busca pela revolução.
A criatividade não é um dom especial que só algumas pessoas possuem. Você pode desenvolver sua criatividade se buscar, continuamente, a informação sobre tudo que o cerca, se tiver curiosidade para descobrir o que se esconde nas aparências dos fatos, dos objetos, das pessoas.
A fórmula da criatividade sugere que você aprenda a gostar de problemas e a conviver com eles. Assim Problema é igual a Solução mais Criatividade que é igual a Novo Problema(Pr=S+Cr=NPr). Aí você pergunta: A criatividade não existe para solucionar problemas? Sim, existe para isso. Mas nada definitivamente. Por isso, para quem ganha a vida fabricando idéias, o problema é a razão de tudo o que é criativo.
Busque sempre inspiração em algo que você se identifica, além de tudo. Ok, todo trabalho exige muita pesquisa, e, dependendo, você acaba se sentindo “preso” a um conceito ou segmento, porém, você pode criar o seu próprio estilo criativo, aplicando em seu trabalho as influências que leva para sua vida, mo seu cotidiano, na cultura, na música, em tudo. A sua criatividade, depende do nível de cultura que você adquire. Então, busque-a!
Deu Branco!
Sabe aqueles momentos em que dá um branco? Quando mais precisa de idéias originais e pensamentos produtivos e simplesmente não vem NADA? Tenho certeza que você já passou por um momento como este. Se ainda não teve um TILT, prepares-se, pois vai acontecer!
Pensando nestes “gloriosos momentos” que trouxe neste post algumas uma ótima indicação aos caros leitores do FDGblog.
Faveup (Creattica)
Neste site, temos uma galeria de imagens de trabalhos que são enviadas pelos seguidores do mesmo. Você tem a opção de se cadastrar para enviar as imagens. O trabalho é avaliado pelos organizadores do site, se aprovado vão para a galeria. Os mais votados e visualizados ficam em destaque. O acesso é livre!
É muito bem organizado e segmentado. Todos os trabalhos são exibidos juntamente com uma fixa técnicos com os dados do mesmo (titulo, técnica, onde foi desenvolvido, tamanho, cores, etc).
Não esquecendo, é claro, das fotografias (que são um caso a parte) na aba dedicada a elas, temos um grande acervo de boas imagens. Pessoas do mundo todo colaboram intensamente enviando fotos fantásticas. Fotógrafos amadores ou não, todos deixam a sua marca por lá.
Quem é apaixonado por fotografias (como eu) dificilmente sairá desta parte do site, pois o conteúdo é de grande qualidade.
Muitas outras abas completam este fabuloso trabalho como logos, tutoriais, ilustrações, tipografia, design editorial, wallpapers, design 3d, etc.
Até hoje, não vi um site ou blog que me dá mais inspiração visual. São muitos modelos, e os trabalhos apresentados impressionam. Vale muito à pena conferir!
Complementando o post de hoje, deixo um link do nosso querido Bruno Ávila, que postou hoje em seu site uma métria sobre criatividade muito interessante.
Confiram!
@raffasqueiroz
quinta-feira, 7 de abril de 2011
IDENTIDADE VISUAL: as características do DNA.
Caros leitores, o post de hoje será sobre um assunto muito importante, porém ignorado por muitas empresas que planejam ter um impacto visual, no mínimo considerável, no mercado: Identidade Visual!
O ser humano tem memória fotográfica, ou seja, registra os acontecimentos e armazena estes através de imagens. O livro "Sintaxe da linguagem visual - Donis A. Dondis" explica muito bem como nós relacionamos os fatos vivenciados no cotidiano com imagens (fotografias, desenhos, ícones, etc) e também memorizamos o que nos rodeia de forma tão natural que não percebemos a maneira acontece.
A nossa capacidade de memorizar é muito vasta, porém existe um limite. Você consegue se lembrar de tudo o que aconteceu no seu dia ao contar para seu Pai, por exemplo, quando chega em casa depois do trabalho? NÃO! E o que não é lembrado, simplesmente não foi significativo, ou não teve o destaque merecido.
E é exatamente nesse "destaque" que a Identidade Visual trabalha. O impacto sobre o olhar.
• DESCRIÇÃO
[1] Identidade visual é o conjunto de elementos formais que representa visualmente, e de forma sistematizada, um nome, idéia, produto, empresa, instituição ou serviço. Esse conjunto de elementos costuma ter como base o logotipo, um símbolo visual e conjunto de cores.
A confecção de um logotipo ou de um símbolo visual capaz de representar a assinatura institucional da empresa deve ser estabelecido através de um documento técnico ao qual os designers nomearam de manual da identidade visual. Esse documento serve para estabelecer normas e critérios técnicos de reprodução da marca nos mais variados suportes existentes no atual estado da técnica como por exemplo: suportes gráficos (impressão) e suportes eletrônicos (interfaces).
[2] Identidade visual é uma representação gráfica da identidade corporativa, dos conceitos e valores da empresa. Pode parecer simples, mas a criação de uma identidade visual é um processo complicado onde há diversos fatores envolvidos, como a cultura da empresa, seu posicionamento no mercado, a imagem perante o público, objetivos, foco, missão, etc.
• PASSO A PASSO:
O manual de identidade visual deve conter:
- os aspectos formais da marca - ou seja os elementos que compõe o símbolo gráfico e as variações formais da marca: por exemplo, para uma marca representada por uma imagem fotográfica deve ser apresentado tal imagem nos padrões monocromático, preto e branco, tons de cinza, fotográfico uma versão digitalizada ou seja uma versão vetorial da marca nas mesmas variações formais: monocromática, preto e branco, tons de cinza, chapado.
- apresentar as variações da assinatura da marca: padrão de assinatura horizontal, padrão de assinatura vertical e variações formais da assinatura comslogan e sem slogan. Algumas marca contém slogan, outras não. Assim como algumas marcas são compostas simplesmente pelo nome da empresa ( coca-cola, ibm, microsoft). É imprescindível apresentar tais características da marca e sustentar uma utilização padronizada.
- apresentar aspectos técnicos da marca: cor (pantone, rgb, cmyk, hexadecimal), fonte, dimensões, direção, etc.
- apresentar o padrão de utilização da marca em todo o material institucional previsto pela empresa: papel timbrado, envelope, etiqueta, adesivo, embalagem, objetos, uniforme, rótulo, frota etc.
- determinar dimensões mínimas e máximas para a impressão
- regularizar a utilização da marca em fundo colorido, preto, branco e monocromáticos.
- apresentar situações a serem evitadas.
• O PAPEL DO DESIGNER GRÁFICO
Paralelamente é preciso tomar cuidado com os vícios culturais, ou seja, aquelas recomendações de que se siga um determinado modelo conhecido, testado e aceito. Estes vícios podem gerar um bloqueio à criatividade.
No link abaixo, veja um exemplo detalhado:
@raffasqueiroz
terça-feira, 5 de abril de 2011
FREELANCER: Os primeiros passos do trabalho autônomo.
Todo profissional liberal, ao iniciar no trabalho autônomo, sente-se inseguro e acaba ficando meio perdido, sem saber por onde começar. Várias dúvidas surgem ( Estou agradando? Como definir meu nicho de trabalho? Quanto cobrar? Como conseguir mais clientes?).
Estas dúvidas, com toda certeza, são comuns em várias áreas, não só no Design ou na Fotografia, afinal, todos que optam por trabalharem como Freela ”têm que “matar um leão por dia”.
MARCANDO TERRITÓRIO.
Antes de deixar seu atual emprego para se dedicar exclusivamente a este tipo de atividade, tenha certeza de onde vai pisar. O mais indicado seria conseguir o máximo de experiência e conhecimento possível na área em que pretende atuar. Assim, quando estiver no mercado saberá quais atitudes podem ou não ser tomadas em determinada área. Além disso, terá uma visão ampla sobre o seguimento, o que pode te levar a criar soluções criativas e exclusivas, valorizando ainda mais o seu trabalho.
CRIE UM DIFERENCIAL
Não adianta entrar no mercado sem ter algo de exclusivo a oferecer. O público espera que você ofereça algo novo, pois vêem os iniciantes com pouca confiança, fazendo que continuem fazendo seus trabalhos onde costumavam. Então, criatividade é tudo neste momento, mais do que nunca. O mercado precisa saber da sua existência, e a melhor maneira de mostrar é destacando esse diferencial. E saiba, sempre tem cliente descontente com os serviços prestados por quem já está no mercado a mais tempo, pois muitos destes estacionam após atingirem certo nível de atividade. Então, após entrar ativamente no mercado, mexa-se e abuse da criatividade!
E NÓS, DESIGNERS?
Nós, designers (programadores, editores, diagramadores) temos a nossa profissão vista com grande euforia. Quem está de fora acha que ganhamos uma montanha de dinheiro por nossos trabalhos. De fato, os designers consagrados, os que trabalham para grandes empresas sim, estes são mesmo muito bem pagos. Mas nós Freelancers, que acabamos de entrar no mercado, temos que ter a humildade de aceitar trabalhos pequenos, pois é através deles que vamos conseguir nosso devido reconhecimento.
Muitos “designers” ao iniciarem como freelancer acabam se decepcionando com a atual situação do mercado, pois se deslumbram ao achar que tudo é um ‘mar de rosas’ e que só vão aparecer trabalhos grandes. NÃO! Muito pelo contrário, sãos os trabalhos pequenos (cartões de visitas, flyers, adesivos, etc.) que predominam. E mais uma vez: seja humilde e aceite estes trabalhos!
Com o passar do tempo, um trabalho bem feito resultará na sua evolução, logo a valorização será inevitável e muito bem aceita pelos seus clientes. Além disso, o nicho de trabalho será definido após passar por esta etapa de amadurecimento, quando já tem certa experiência e pode, a partir daí, direcionar o trabalho oferecido.
Texto: @raffasqueiroz.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
VETORES FREE! Várias imagens vetoriais para incrementar seu banco de imagens.
Ter um bom banco de imagens em vetor é fundamental para todo designer gráfico/web que se preze. Com vetores é possível fazer belas composições para o seu layout ou outros tipos de trabalhos gráficos como chamadas de notícia, banners, posteres, cartões de visita, anúncios publicitários e tantos outros.
No link abaixo, temos alguns 'pack de imagens vetorias' disponibilizados gratuitamente pelo site "Stock Graphics Design". É só fazer o download e se divertir.
Além dos vetores free, existem várias outros neste mesmo site. Vale a pena!
Link: http://stockgraphicdesigns.com/category/free-vector-packs?utm_source=123freevectors&utm_medium=300_postbanner&utm_campaign=freepack
Obs: Parte deste texo, foi retirado do site do Bruno Ávila, designer brasileiro de muita referência e que também será muito sitado por mim aqui no blgo Futuro Design Gráfico.
Aproveitem para dar uma olhada:
http://www.brunoavila.com.br
domingo, 3 de abril de 2011
SANQUE NOVO! Jovens Designers falam de suas expectativas em relação ao mercado e o que perceberam quando chegaram.
Com tantos designers novos saindo das escolas de design fica cada vez mais difícil os novos profissionais entrarem no mercado de trabalho, mas isso não significa que exista espaço para quem tem talento e persistência.
Seja como free-lancer, como empregado ou como empresário eles acaba se profissionalizando. Deram seus depoimentos: André Heib, que trabalha na Amcham (Câmara de Comércio Americano); André Ricci e Bárbara Emanuelle, sócios na Rizoma Design, (participaram do debate por e-mail); Marina Chaccur, que atua como free-lancer e Rodrigo Longo, contratado pela Editora Paulus.
Confira>>>
André Heib – Eu trabalho com design há mais de sete anos, desde quando comecei a fazer um curso técnico sobre design e comunicação. O curso tinha muito fundamento, depois fui fazer design digital na Anhembi Morumbi e lá os trabalhos eram mais práticos.
Comecei a ter contato com as tecnologias e a desenvolver trabalhos interdisciplinares em grupo envolvendo pesquisas e, paralelamente trabalhava com design.Desde quando iniciei o curso técnico já procurei alguma coisa para fazer para ir aprendendo.
Comecei a ter contato com as tecnologias e a desenvolver trabalhos interdisciplinares em grupo envolvendo pesquisas e, paralelamente trabalhava com design.Desde quando iniciei o curso técnico já procurei alguma coisa para fazer para ir aprendendo.
Comecei criando convites para baladas, uma amiga me convidou para fazer o trabalho. Sempre gostei de trabalhar com criação; a parte mais difícil é lidar com os clientes porque você tem de fazer valer seu trabalho. Depois fui trabalhar em uma agência de publicidade e hoje estou na Amcham (Câmara de Comércio Americano).
Todo mundo que começa a estudar design já se imagina dentro de uma agência, aquele mundo deslumbrante com muito trabalho legal e já quer começar fazendo aquilo, mas quando chega você leva um choque porque não é nada aquilo que você vai fazer. Primeiro vai ter de passar por vários processos até chegar àquele patamar.
André Ricci – As etapas de desenvolvimento dos trabalhos acadêmicos baseadas pesquisa conceitual aprofundada sobre o assunto; levantamento iconográfico; projeto de criação e finalmente a produção, são uma utopia no mundo real do design brasileiro.
Quando saímos da faculdade descobrimos que no mercado profissional aquele tempo de que dispúnhamos na faculdade para elaboração de um trabalho não existe e talvez a adaptação ao ritmo intenso do mercado seja um dos grandes desafios enfrentados na transição do mundo acadêmico para o profissional.
Quando saímos da faculdade descobrimos que no mercado profissional aquele tempo de que dispúnhamos na faculdade para elaboração de um trabalho não existe e talvez a adaptação ao ritmo intenso do mercado seja um dos grandes desafios enfrentados na transição do mundo acadêmico para o profissional.
Percebemos também que o mercado é muito amplo, e para cada perfil de cliente e produto um código particular, uma linguagem específica. Não perceber isso é esquecer que o design é acima de tudo comunicação, porém, isso de certa forma entra em conflito com o desenvolvimento de uma linguagem própria tão buscada por todos os profissionais de design e arte.
Bárbara – Em todo o percurso acadêmico, entendemos a grande necessidade que o designer tem em desenvolver um bom trabalho através de uma boa fundamentação teórica. O desafio maior para o designer que chega ao mercado trabalho, principalmente, aqueles acostumados a projetos grandes, mas com longos prazos para serem desenvolvidos, é o fato de ter de encarar o desafio de resolver grandes projetos com pouco tempo para fundamentá-lo adequadamente.
A criatividade e a função do trabalho e da peça desenvolvida são, muitas vezes, sacrificadas pela produção acelerada das agências que cada vez mais oferece muito menos daquilo que deveria ser a prioridade.
Marina – Eu entrei na faculdade para fazer design de produto e lá descobri o design gráfico, que acabou sendo a minha opção. No meio do curso já começaram a surgir alguns trabalhos e eu tive que aprender a trabalhar como designer no susto. Começei a trabalhar como free-lancer desde 2000 e nunca mais parei. Acabei nem procurando um emprego fixo porque me envolvi com várias atividades extra-curriculares, e os clientes me procuravam por indicação, mesmo assim passei alguns meses entre um escritório de design e uma editora/ type foundry.
Eu não tinha grandes expectativas quanto ao mercado de design, não imaginava nenhum glamour porque aos poucos você vai construindo sua carreira e, não adianta em dois dias, querer estar no mesmo patamar de quem tem trinta ou quarenta anos de experiência.
Rodrigo – Quando entrei no curso de design não tinha muita noção. Imaginava fazer publicidade, mas depois li sobre design gráfico e resolvi fugir da publicidade. Fui fazer o curso de design sem saber bem o que era e no fim acabei me apaixonando. Na UniFMU alguns colegas e eu criamos um grupo de trabalho para prestar serviço.
Apareceram uns três ou quatro trabalhos, mas o grupo não deu certo, arranjei outro emprego que não tinha nada a ver com design, mas tinha alguma relação com artes gráficas. Havia me inscrito no CIEE (Centro de Integração Empresa Escola) para conseguir um estágio e já nem esperava mais quando eles me igaram convidando para trabalhar na Editora Paulus.
Fui com a cara e a coragem, falei com eles: “Olha estou aprendendo”. Eles me deram muito apoio. Tinha feito cursos de PageMaker, Photoshop e CorelDraw, mas quando vi aquele tanto de catálogos e capas de livros pensei “Tô ferrado! Mas eu tinha suporte na FMU e também minha diretora de arte na Paulus me deu total apoio. Eu já tinha noção do que eu queria, mas ainda não sabia como era a experiência de trabalhar com design gráfico. Quando comecei a pegar campanhas promocionais sobre os livros para fazer eu ficava nervoso, comecei a aprender na marra. Errei em algumas coisas, mas fui aprendendo. No começo eu dei um prejuízo.
Era para imprimir mil unidades de um trabalho e eu mandei imprimir oito mil, mas eles foram compreensivos comigo e eu continuei trabalhando; já estou lá há quatro anos. Fiz um ano de estágio, depois que a designer saiu eu passei de estagiário a designer.
O mais legal é que nós fizemos o departamento de design crescer, hoje temos três designers, um redator, quando entrei eram só a diretora de arte, mais uma pessoa e eu como estagiário de design. Nós conseguimos mostrar à diretoria da empresa que o departamento de design dava resultado. Hoje, além de trabalhar na Paulus, continuo trabalhando como free-lancer, faço identidade visual, peguei trabalhos de uma empresa de eventos.
No começou não sabia como lidar com os clientes, levei muito calote. Minha maior dificuldade como free-lancer foi quando arranjei um cliente que pensava que eu trabalhava só para ele. Qualquer hora do dia ele me ligava querendo alterar tal coisa. Ele não sabia o que queria, conversamos, mas ele não sabia o que queria, no fim não deu certo.
De um ano para cá, na Paulus, tenho mais contato com clientes, fornecedores, converso com os autores de livros e isso me ajudou a ganhar experiência porque antes eu não tinha aquela malícia para conversar com os clientes.
Fonte: Revista Design Gráfico.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Panasonic Lumix Fz35/38: baixo investimento, alto rendimento.
Se encaixa dentro dos modelos chamados “ultrazoom” que normalmente não possui muitos ajustes manuais.Embora exista a possibilidade de usar o modo manual, a câmera possuí vários modos pré programados de captura, tanto para vídeo quanto para fotos. Mesmo sendo uma câmera com um porte mais avantajado entre as compactas, a propaganda da Panasonic garante que ela é fácil de usar e os controles são amigáveis mesmo para quem não tem conhecimento em fotografia.
Eu particularmente sou fã deste modelo. Além de ter um preço agradável a sua versatilidade é mais um de seus pontos fortes.
Aqueles que estão iniciando na fotografia e não estão dispostos a desembolsar um alto valor para adquirir no momento um bom equipamento fotográfico, ou até para quem fotografa somente por hobby em viagens turísticas, reuniões familiares ou situações assim, este é o modelo perfeito para vocês (para nós).
Nos modelos sucessores da Fz35 (Fz40 e Fz100) foram feitas algumas melhorias, como aumento da ISO e também foi incluída uma sapata para flash, o que para muitos é o 1% que faltava na Fz35 para que ela fosse considerada “perfeita”, porém elas não conseguiram ofuscar o seu brilho, e ainda hoje ela continua sendo muito procurada por fotógrafos amadores/iniciantes e indicada por vários profissionais.
Rafael Queiroz.
Umas das câmeras mais elogiadas dos últimos anos, a Panasonic Lumix Fz35/38, que é sucessora da também elogiada Fz28, surpreende pelo seu desempenho. A qualidade da lente (laica) impressiona por proporcionar ótimos resultados, comparados as câmeras DSLR.
Se encaixa dentro dos modelos chamados “ultrazoom” que normalmente não possui muitos ajustes manuais.Embora exista a possibilidade de usar o modo manual, a câmera possuí vários modos pré programados de captura, tanto para vídeo quanto para fotos. Mesmo sendo uma câmera com um porte mais avantajado entre as compactas, a propaganda da Panasonic garante que ela é fácil de usar e os controles são amigáveis mesmo para quem não tem conhecimento em fotografia.
Eu particularmente sou fã deste modelo. Além de ter um preço agradável a sua versatilidade é mais um de seus pontos fortes.
Aqueles que estão iniciando na fotografia e não estão dispostos a desembolsar um alto valor para adquirir no momento um bom equipamento fotográfico, ou até para quem fotografa somente por hobby em viagens turísticas, reuniões familiares ou situações assim, este é o modelo perfeito para vocês (para nós).
Nos modelos sucessores da Fz35 (Fz40 e Fz100) foram feitas algumas melhorias, como aumento da ISO e também foi incluída uma sapata para flash, o que para muitos é o 1% que faltava na Fz35 para que ela fosse considerada “perfeita”, porém elas não conseguiram ofuscar o seu brilho, e ainda hoje ela continua sendo muito procurada por fotógrafos amadores/iniciantes e indicada por vários profissionais.
Veja algumas fotografias obtidas com a Fz35/38:
Mais informações sobre:
Prós
. Lente Leica de zoom óptico 18x e ângulo largo (27 mm) favorece todo tipo de composição
. Sensor de 12.1 MP – fotos de até 26 x 34 cm, qualidade profissional de impressão
. Macrofotografia a apenas 1 cm do objeto possibilita impressionantes capturas
. 11 áreas de foco selecionáveis por meio das teclas de direção
. Diopter de amplo ajuste (-4 a +4), ajuda os usuários a dispensarem os óculos
. Rápido modo contínuo, produz 2,3 fotos por segundo (veja nota em Contras)
. Detecta faces, “lembra” das mais fotografadas e dá prioridade a elas, mantém o foco sobre o assunto mesmo que ele se mova, reconhece seis tipos de cenas e aplica o modo ideal, etc.
. Produz vídeos HD (1280 x 720) com som dolby estéreo e zoom. A opção AVCHD Lite oferece clipes de melhor qualidade e que podem se estender até esgotar o espaço no cartão
. A Lumix FZ35 tira até 470 fotos por carga da bateria, segundo a Panasonic
. Sensor de 12.1 MP – fotos de até 26 x 34 cm, qualidade profissional de impressão
. Macrofotografia a apenas 1 cm do objeto possibilita impressionantes capturas
. 11 áreas de foco selecionáveis por meio das teclas de direção
. Diopter de amplo ajuste (-4 a +4), ajuda os usuários a dispensarem os óculos
. Rápido modo contínuo, produz 2,3 fotos por segundo (veja nota em Contras)
. Detecta faces, “lembra” das mais fotografadas e dá prioridade a elas, mantém o foco sobre o assunto mesmo que ele se mova, reconhece seis tipos de cenas e aplica o modo ideal, etc.
. Produz vídeos HD (1280 x 720) com som dolby estéreo e zoom. A opção AVCHD Lite oferece clipes de melhor qualidade e que podem se estender até esgotar o espaço no cartão
. A Lumix FZ35 tira até 470 fotos por carga da bateria, segundo a Panasonic
Contras
. Limite de 3 a 5 fotos no modo contínuo prejudica o registro de assuntos de ação
. Frequentadores de eventos regados a flashes terão de se limitar aos assuntos a 4,2 m (ISO 200) de distância da câmera, alcance ligeiramente menor que a média neste tipo de digital
. Impossível trocar o cartão ou a bateria com a câmera sobre tripé
. Não elimina olhos vermelhos em fotos gravadas, apesar de evitá-los ao fotografar
. Não possui sincronismo para flash externo
. Frequentadores de eventos regados a flashes terão de se limitar aos assuntos a 4,2 m (ISO 200) de distância da câmera, alcance ligeiramente menor que a média neste tipo de digital
. Impossível trocar o cartão ou a bateria com a câmera sobre tripé
. Não elimina olhos vermelhos em fotos gravadas, apesar de evitá-los ao fotografar
. Não possui sincronismo para flash externo
Video demosntrativo:
Rafael Queiroz.
PORTFÓLIO: a primeira impressão é a que fica.
A maioria é free-lancer e tem poucos clientes. Alguns com escritórios abertos e outros empregados. Todos no Brasil: desde Manaus até Porto Alegre. A maioria se virando pra pagar suas contas, ou dando aulas ou fazendo pequenos trabalhos, morando ainda na casa dos pais…
Primeira coisa antes de começarmos é dizer que seu público alvo provavelmente está procurando sempre algo visual, e se for o caso de um contratante, na maioria das vezes ele estará com pressa e quer algo objetivo. Portanto, não enrole, seja direto!O portifolio de uma página
Não tenho muita ideia de quem começou com isso, mas com certeza é uma das melhores sacadas para se expor seus trabalhos, o chamado One page fólio, ou portfólio de uma página. O interessante nesse tipo de exposição é que em uma única tela você vai mostrar o preview dos seus trabalhos sem enrolar, podendo dar ao visitante uma boa ideia do que você andou fazendo. Outra vantagem desse modelo é que trabalhos em flash geralmente pesados podem ser mostrados em algumas telas somente, poupando o visitante de ter de aguentar o preloading do site inteiro. Se for mostrar algo em Flash, dê uma prévia das principais telas do site e coloque um link para o conteúdo em flash para abrir em outra janela.
Se o caso for trabalhos impressos, capriche nas fotos dos trabalhos, arrume um bom local, capture imagens bem iluminadas e tenha certeza de que vai mostrar algumas perspectivas do trabalho. Isso é importante para mostrar aquele brilho do verniz que o usuário não vai poder esfregar freneticamente =).
Em casos de sites muito longos como portais, trabalhe com closes de partes principais como a parte acima da primeira dobra, isto é, aquela que o browser mostra antes de se fazer a rolagem. Tente fazer alguma perspectiva também, mesmo não mostrando tudo em mínimos detalhes, isso vai dar uma boa ideia do que está relacionado naquela determinada página.
Cuidado para não exagerar! Mantenha o layout do portfólio o mais simples possível, coloque sim o seu estilo nele, mas tenha certeza de que o seu trabalho vai chamar mais atenção do que o fundo do seu site. Aí você pergunta: “e se eu não tenho muitos trabalhos para mostrar?”, FÁCIL! Já ouviu falar de experimentos? Crie sites por sua própria conta – muita gente cria esses layouts mesmo sem o cliente pedir. Dê preferência a clientes grandes, que não vão se incomodar se você fizer um redesign do material deles, e quando for apresentar, coloque uma descrição de “proposta”, afinal, muita gente faz isso. Vai dar um plus no seu portfólio e não é nada ilegal. Quem sabe até te contratem.
Espaço para informações pessoais.
Vamos dizer que alguém viu seus trabalhos e gostou, mas antes de contratá-lo vai querer saber mais sobre você. É aí que entra o famoso link “sobre”. Ali, você deve mostrar um pouco de você, seus gostos pessoais, preferências de estilo, se você ilustra, se sabe algo de código, etc. Use uma linguagem mais informal, mas não use gírias, além de limitar o conhecimento das palavras para algumas regiões, vai baixar o nível de qualidade do seu portfólio.
Visão do cliente sobre a real finalidade do seu portfólio.
O cliente tem por finalidade avaliar o que podemos fazer por ele ou o que já fizemos por outros? Acreditamos que ambas as finalidades estão corretas, uma vez que o cliente precisa visualizar o que pode esperar de seu trabalho no futuro. De certa forma, o portfólio é um “catálogo de opções” e ao mesmo tempo um “currículo” dentro do universo profissional do designer.
Conclusão
Bem podemos dizer que um bom portfólio é sempre bem visto aos olhos do cliente. De nada adianta montar uma boa pasta se você não tiver para quem apresentar. Um portfolio é imprescindível, porém antes dele deve haver sempre uma prospecção eficiente!
Veja alguns portfolios:
• http://www.amandavivan.com/2008/07/blog-post_2932.html
• http://www.eniosouza.com.br/logos.htm
• http://www.antoniografico.blogspot.com/
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